As telenovelas são assistidas por milhares de brasileiros, que inconscientemente apreendem muitos valores e ideologias cultuadas, que ditam moda, linguagem, hábitos e contribui para a alienação de seu público. Um exemplo desta influência das novelas, no comportamento das pessoas, é a moda. As novelas utilizam os figurinos dos personagens da trama, para criar tendências na maneira de vestir, de se comportar e de agir, visando estimular o consumo dos telespectadores. O ambiente ficcional permite criar um mundo que corresponda aos sonhos e as perspectivas do público, e assim desperte o desejo, a cobiça por um produto.
Podemos notar o quanto a televisão influencia o comportamento, a moda e os valores apresentados pelos personagens televisivos com exemplos práticos. Quando foi transmitida a novela O Clone (2002), a expressão "Num é brinquedo não!" da personagem Dona Jura "caiu na boca do povo".
É com a imagem televisiva que a novela consegue levar o público à um mundo de fantasias e sonhos, porém, ao mesmo tempo, mostrar personagens com os quais o público se identifica criando laços fortes de envolvimento emocional, que garante a audiência da emissora.
É com a imagem televisiva que a novela consegue levar o público à um mundo de fantasias e sonhos, porém, ao mesmo tempo, mostrar personagens com os quais o público se identifica criando laços fortes de envolvimento emocional, que garante a audiência da emissora.
A novela pode também trazer temas atuais e dialogá-los com a sociedade, como por exemplo, a trama Duas Caras (2008) que trouxe para debate público os cartões corporativos. Esse assunto estava na mídia meses atrás devido ao uso abusivo dos cartões de créditos corporativos por políticos (em tese, eles deveriam cobrir apenas despesas decorrentes do exercício da função pública).
Em suma, observa-se que o telespectador sofre um processo de alienação, sendo influenciado pelos padrões de comportamento que lhe são transmitidos pelas telenovelas.
Texto publicado no site da Universidade Federal de Viçosa-MG
Texto publicado no site da Universidade Federal de Viçosa-MG
19/05/11
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