O Brasil tem 65 hospitais credenciados para a interrupção da gravidez de mulheres com fetos anencéfalos. Nove estão no Ceará. Até o final do ano mais 30 unidades serão qualificadas. É o que informou ontem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Quinta-feira, numa decisão polêmica, o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, liberou o procedimento em casos de fetos comprovadamente sem cérebro. São Paulo é o Estado que mais concentra unidades: são 11 hospitais, quatro deles na capital. Em seguida vêm as nove do Ceará; Minas Gerais e Pernambuco, com cinco em cada. O Estado do Rio tem apenas uma. Roraima e o Paraná são os únicos sem unidades credenciadas. Mas, o ministro afirmou que serão contemplados até o fim do ano. Conforme Padilha, evita-se divulgar a localização dos hospitais credenciados devido ao temor de represálias a pacientes e equipe médica. A informação é repassada à gestante no atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ser credenciado, o hospital deve ter equipe especializada com médico, enfermeira, técnico de enfermagem, assistente social e psicólogo. Planos de saúde também podem ser buscados. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o aborto legal e o amparado pela Justiça estão incluídos entre os procedimentos cobertos.
O Povo Online
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14/04/12

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